Info

hysteria sobre about
HYSTERIA é um ciclo de programação que promove o contacto directo entre o público e artistas ligadas à música convidadas a explorar em conjunto processos técnicos, criativos e críticos para a construção dos universos que propõem.

Estrutura-se em quatro tempos de contacto, cada um curado por duas artistas em residência no Porto durante quatro dias. Orientadas por uma das quatro linhas temáticas que o programa aborda, vão colaborar num fragmento sonoro que um grupo de 15 participantes definido por open call terá a oportunidade de ver ser construído – #1 O APARELHO FONADOR conta com Ana Deus e Heloise Tunstall-Behrens em Março; #2 A TÉCNICA COMO LINGUAGEM com Marlene Ribeiro e Valentina Magaletti em Maio; # 3 A PERFORMANCE COMO PRÁTICA com Natalie Sharp e Marta Ângela em Julho; #4 O QUENTE DA ELECTRÓNICA com Adriana Sá e Anna Homler em Outubro.
HYSTERIA is a programming cycle that promotes direct contact between the public and music-related artists invited to explore together technical, creative and critical processes for the construction of the universes they propose.

It is structured in four contact times, each one cured by two artists in residency in Porto for four days. Guided by one of the four thematic lines that the program addresses they will collaborate in a sound fragment that a group of 15 participants defined by open will have the opportunity to see constructed – # 1 SPEECH ORGAN counts with Ana Deus and Heloise Tunstall-Behrens in March; # 2 TECHNIQUE AS LANGUAGE with Marlene Ribeiro and Valentina Magaletti in May; # 3 PERFORMANCE AS PRACTICE with Natalie Sharp and Marta Angela in July; # 4 THE WARMTH ELECTRONIC with Adriana Sá and Anna Homler in October.
O objecto central do projecto oscila entre dois eixos estruturantes - focar a programação em artistas mulheres e estudar o potencial da proximidade do público ao processo criativo para questionar e expandir os formatos em que o encontro entre estes pólos se concretizam.

A questão do género e sobretudo a sua formulação a nível sociológico é uma das preocupações inevitáveis ao posicionamento do projecto enquanto ferramenta de fomentação de debate cultural. Urge desmontar estigmas associados ao uso da figura feminina em diferentes posições da produção musical e de entender outras formas de manobrar a indústria.

A opção de dedicarmos a programação a mulheres parte do entendimento de que o género, enquanto construção social que incorpora expectativas, comportamentos e desempenhos, é um conceito dinâmico e em construção na medida em que depende do tempo e do lugar onde homens e mulheres se relacionam e das representações que fazem do feminino e masculino.

O que propomos é a formulação desse tempo e lugar posto em acção pelo encontro de duas mulheres na convergência das suas vidas, na análise lúcida do seu percurso e processo artísticos e pelo envolvimento de um grupo de pessoas em torno da criação enquanto sistema híbrido entre a procura interior de significado e a sua manifestação em formatos comunicáveis.

O objecto deste projecto é vivo, pulsante, maleável e permeável à interpelação dos que integram o processo – são as questões, as incertezas, o conhecimento e a aprendizagem – e não um objecto final, concretizado. Aqui reside o seu valor.
The central object of the project oscillates between two structuring axes - to focus the programming on women artists and to study the potential of the proximity of the public to the creative process in order to question and to expand the formats in which the encounter between these poles take place.

The issue of gender and, above all, its formulation at sociological level is one of the inevitable concerns for the positioning of the project as a tool for fostering cultural debate. It is urgent to dismantle stigmas associated with the use of the female figure in different positions of musical production and to understand other ways of maneuvering the industry.

The option to dedicate the programming to women is based on the understanding that gender, as a social construction that incorporates expectations, behaviors and performances, is a dynamic concept and is being constructed insofar as it depends on the time and place where men and women relate to each other and the representations they make of feminine and masculine.

What we propose is the formulation of this time and place dedicated to the encounter and sharing of life histories and artistic paths and to the involvement of a group of people around creation as a hybrid system between the inner search for meaning and its manifestation in concrete formats.

The object of this project is alive, pulsating, malleable and permeable to the interpellation of those who are part of the process – it is questions, uncertainties, knowledge and learning – and not a final concretized object. Herein lies its value.
O tempo de contacto pretende ser um mergulho colectivo no universo transversal da composição musical pelo contacto directo entre o criador e o público. Os participantes terão a oportunidade de ver de perto os detalhes com que as artistas em residência moldam aquilo que experienciamos enquanto objecto acabado e de compreenderem as estratégias utilizadas para estabelecerem um diálogo criativo.

Cada tempo de contacto é orientado por duas artistas, decorre durante quatro dias e estrutura-se numa série de encontros entre os intervenientes:

(1) contacto entre as duas artistas para articulação das intenções a explorar com os participantes; 1º dia
(2) contacto entre as artistas e os participantes no qual o grupo será introduzido às estratégias de composição determinadas pelas artistas. Durante este período, serão as artistas a determinar de que forma o grupo será envolvido podendo este fazer parte do processo de criação ou ser colocado como observador do trabalho que as duas irão desenvolver; 2º - 4º dias
(3) sessão aberta ao público para contacto com os processos desenvolvidos mediante um formato a definir pelas artistas e pelo grupo de participantes; noite do 4º dia.
The contact time is meant to be a collective dive in the transversal universe of musical composition through direct contact between the creator and the public. Participants will have the opportunity to see closely the details with which the artists in residence shape what we experience as a finished object and to understand the strategies used to establish a creative dialogue.

Each contact time is lead by 2 artists, runs for four days and is structured as follows:

(1) contact between the two artists to articulate the intentions to explore with the participants; 1st day
(2) contact between the artists and the participants in which the group will be introduced to the composition strategies determined by the artists. During this period, the artists will determine how the group will be involved, whether as apart of the creation process or placed as an observer of the work that the two will develop; 2nd - 4rth days
(3) open session to the public for contact with the processes developed in a format to be defined by the artists and the group of participants; evening of the 4rth day.
ATÉ FEVEREIRO DE 2019

A Hysteria está neste momento à procura de 15 participantes para integrarem o ciclo de quatro tempos de contacto que irão acontecer entre Março e Outubro de 2019. Ainda que sejam admitidas candidaturas de participantes que queriam integrar apenas um ou mais tempos de contacto específicos será dada prioridade a quem tenha intenção de participar no ciclo completo.

O programa destina-se a todos os que tenham interesse nos conteúdos programáticos propostos não sendo obrigatório qualquer domínio técnico relacionado com a produção musical. Queremos que este seja um lugar aberto à descoberta de indivíduos em diferentes estados da sua procura artística, de diferentes áreas disciplinares e campos de interesse.

Quaisquer equipamentos ou materiais que possam ser necessários para a participação serão determinados pelas artistas previamente e comunicados aos participantes sendo que não está previsto o uso de qualquer tipo de material específico para a participação.

A inscrição na Hysteria passa pelo envio de uma carta de motivação para ola@hysteria.pt na qual te apresentas e manifestas as razões que te levam a querer integrar o ciclo e que nos irá ajudar a selecionar os 15 participantes. Pedimos que nos digas também a tua disponibilidade para integrar o ciclo completo e, caso não te seja possível faze-lo, quais os tempos de contacto nos quais podes participar.

Vagas que fiquem livres durante o ciclo, dada a desistência ou impossibilidade de participação de algum dos inscritos, serão anunciadas no nosso site e instagram.

A participação no projecto é livre de qualquer custo.

Quaisquer questões que possam surgir podem ser dirigidas para ola@hysteria.pt. Faremos o possível para responder com brevidade.

Aguardamos a tua inscrição!
UNTIL FEBRUARY 2019

Hysteria is currently looking for 15 participants to join the cycle of four contact times that will happen between March and October 2019. Although applications for participants who only want to integrate one or more of the contact times will be accepted, priority is given to those who intend to integrate the whole cycle.

The program is aimed for all who have an interest in the proposed programmatic contents and no technical domain in the field of musical production is required. We want this to be a place open to discovery of individuals in different states of their artistic demand, from different disciplinary backgrounds and different fields of interest.

Any equipment or materials that may be required for participation will be determined by the artists previously and communicated to the participants whereas it is not predicted the requirement of any kind of specific material to participate.

Registration at Hysteria involves sending a motivation letter to ola@hysteria.pt in which you present and state the reasons that make you want to integrate the cycle and that will help us select the 15 participants. We also ask you to tell us your availability to integrate the complete cycle and, in case you can’t do it, the contact times in which you can participate.

Vacancies that may be free throughout the cycle for a specific contact time, due to withdrawal or impossibility of any participant to come, will be announced in our page and instagram.

Participation in the project is free of charge.

Any questions you may have can be addressed to ola@hysteria.pt. We will make our best to reply briefly.

We look forward to your application!
Conceito FRANCISCA MARQUES
Produção FRANCISCA MARQUES
Design gráfico CAROLINA BAGULHO
Fotografia MATILDE VIEGAS
Web developer EVA DE MATOS
Acessoria de imprensa SARA CUNHA
Gestão LOVERS & LOLLYPOPS
Agradecimentos DIOGO QUEIRÓS
Apoio CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO, SONOSCOPIA, ACE TEATRO DO BOLHÃO, ESMAE
Concept FRANCISCA MARQUES
Production FRANCISCA MARQUES
Graphic design CAROLINA BAGULHO
Photography MATILDE VIEGAS
Web developer EVA DE MATOS
Press SARA CUNHA
Management LOVERS & LOLLYPOPS
Thanks to DIOGO QUEIRÓS
Support CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO, SONOSCOPIA, ACE TEATRO DO BOLHÃO, ESMAE
hysteria logotipos apoio hysteria logotipos apoio
imagem aparelho funador1
Participantes: Inês Pereira, André Miranda, Constança Homem, Inês Barbosa, Raquel de Lima, Márcia Antónia, Luiza Jimenez, Raquel Pedro, Soraia Pinheiro, Lea Tarragona, Xavier Paes, Molly Macleod, Mário Mesquita, André Júlio. Fotografia: Matilde Viegas. Participants: Inês Pereira, André Miranda, Constança Homem, Inês Barbosa, Raquel de Lima, Márcia Antónia, Luiza Jimenez, Raquel Pedro, Soraia Pinheiro, Lea Tarragona, Xavier Paes, Molly Macleod, Mário Mesquita, André Júlio. Photography: Matilde Viegas.
ANA DEUS + HELOISE TUNSTALL-BEHRENS
3 – 6.03.2019
ACE TEATRO DO BOLHÃO
O primeiro tempo de contacto convida Ana Deus e Heloise Tunstall-Behrens para um diálogo em torno da exploração do aparelho fonador enquanto instrumento e da voz enquanto som inerente à sua manipulação.

Dentro da abordagem mais convencional em que a voz é utilizada para, harmónica ou dissonantemente, articular palavras encontramos no trabalho de Ana Deus um controlo e conhecimento absolutos sobre como cada órgão deste instrumento orgânico deverá ser manipulado para fazer vibrar o conteúdo lírico. Atenta ao que cada letra precisa, compõe a estrutura de cada história a partir das alterações que com a voz consegue produzir e da variação da respiração sobre cada palavra dos poemas que usa enquanto matéria prima.

Heloise Tunstall-Behrens faz uso da assemblagem vocal composta em coros para explorar temáticas associadas à coêxistencia de organismos individuais em estruturas colectivas. Em projectos como «The Swarm» um coro composto apenas por vozes de mulheres reproduz o som de uma colmeia de abelhas em confronto com um ambiente urbano. Música coral, voz e movimento fundem-se na intenção de aumentar a consciência sobre o estado de ameaça à extinção das abelhas e da sua importância num ambiente urbano.
The first contact time invites Ana Deus and Heloise Tunstall-Behrens to set a dialogue around the exploration of the speech organ as an instrument and the voice as the sound inherent in its manipulation.

Within a more classic approach where the voice is used to harmonically or dissonantly articulate words, we find in Ana Deus’s work an absolute control and knowledge about how each organ of this organic instrument should be manipulated to make the lyrical content vibrate. Attentive to what each lyrics need, she composes the structure of each story from the alterations that with her voice she can produce and the variation of her breathing on each world of the poems that she uses as raw material.

Heloise Tunstall-Behren makes use of the vocal assemblage composed in choirs to explore themes associated with the coexistence of individual organisms in collective structures. In projects like «The Swarm» an all female choir reproduces the sound of a beehive in confrontation with an urban environment. Choral music, voice and movement are merged with the intention of raising awareness about the state of threat of honeybees and their importance in a city environment.
hysteria - Ana Deus
ANA DEUS
Vocalista e fundadora das bandas Três Tristes Tigres juntamente com Regina Guimarães e Alexandre Soares (1993), Osso Vaidoso com Alexandre Soares (2010), Bruta com Nicolas Tricot (2015) e “Ruído vário, canções com Pessoa” com Luca Argel. A mestria com que vocalmente domina as palavras ficou celebrada no tema “O mundo a meus pés”, cantado ainda hoje por diferentes gerações, sendo a sua voz um icon reconhecível a nível nacional.
Vocalist and founder of the band Três Tristes Tigres together with Regina Guimarães e and Alexandre Soares (1993), Osso Vaidoso with Alexandre Soares (2010), Bruta with Nicolas Tricot (2015) and Ruído vário, canções com Pessoa with Luca Argel. The mastery with which she vocally dominates words was celebrated in the song “O mundo a meus pés”, sung still today by different generations, being her voice an recognisable national icon.
Hysteria - Heloise Tunstall-Behrens
HELOISE TUNSTALL-BEHRENS
Compositora, vocalista e artista de instalação baseada em Londres, trabalha no campo entre a música vocal e instrumental, electrónica e performace. Dentro de cenários que vão desde orquestras sinfônicas, trabalhos corais e a solo, já actuou em locais como o Royal Albert Hall, Roundhouse, Green Man Festival, Glastonbury Festival ou CMJ (Music Marathon). É membro e compositora de grupo feminino Deep Throat Choir.
London-based composer, singer and installation artist, working in the field between vocal and instrumental music, electronics and performance. Within settings ranging from symphony orchestra and choral works to solo performances, she has performed at venues like the Royal Albert Hall, Roundhouse, Green Man Festival Glastonbury Festival to CMJ (Music Marathon). She is a member and a composer for the all-female group Deep Throat Choir.
imagem aparelho funador1
Participantes: Inês Pereira, André Miranda, Constança Homem, Inês Barbosa, Raquel de Lima, Márcia Antónia, Luiza Jimenez, Lea Tarragona, Xavier Paes, Henrique Apolinário, Gaspar Cohen, Kali, Inês Silva, Sofia Sá, Mariana Sardon. Fotografia: Matilde Viegas.  Participants: Inês Pereira, André Miranda, Constança Homem, Inês Barbosa, Raquel de Lima, Márcia Antónia, Luiza Jimenez, Lea Tarragona, Xavier Paes, Henrique Apolinário, Gaspar Cohen, Kali, Inês Silva, Sofia Sá, Mariana Sardon. Photography: Matilde Viegas.
VALENTINA MAGALETTI + MARLENE RIBEIRO
2 – 5.05.2019
SONOSCOPIA
O objectivo neste segundo tempo de contacto é observar os detalhes com que se constroem competências técnicas no uso de um instrumento musical. Ao aproximarmo-nos das relações que Valentina Magaletti e Marlene Ribeiro estabelecem com os seus instrumentos procuramos entender a capacidade de fazer desse domínio uma linguagem artística própria.

Devota de uma incessante exploração musical, a bateria de Magaletti desconstrói obsessivamente padrões e preconceitos, numa procura da tensão que reside entre a improvisação e a forma. Os seus braços passeiam-se ora enérgicos, ora delicados, mas sempre rigorosos pelo set-up de diferentes objectos que compõem o instrumento, fazendo parecer que os dois perfis de madeira estabelecem com ela uma relação simbiótica. Apenas uma ilusão, mas uma que nos convence de que estamos perante alguém que passou horas infinitas a desenvolvê-la.

A relação que Marlene Ribeiro desenvolve com os instrumentos que a rodeiam espelha a percepção que tem sobre o processo criativo no qual criador e criação vivem do permanente reflexo um do outro. A sua abordagem é de uma simplicidade quase meditativa e é comum vê-la, durante um dos explosivos concertos da banda GNOD, de olhos fechados a dedilhar o baixo como só entre os dois se processasse o mundo. A solo encarna Negra Branca onde explora sonoridades suaves, compostas em sopros improvisados após ligar o botão de Rec. Dizendo de manso o que a alma tem para libertar deixa os dedos flutuarem pelos instrumentos que coloca ao seu redor chamando para a composição os sons que neles existem, numa imagem que faz lembrar um ritual espiritual.
The goal in this second contact time is to observe the details inherent to the construction of technical skills associated with the mastery of a musical instrument. As we approach the relationships that Valentina Magaletti and Marlene Ribeiro establish with their instruments, we try to understand the ability to make out of this mastery an artistic language of their own.

Devoted to an incessant musical exploration, Magaletti’s drumming obsessively deconstructs patterns and prejudices, in a search for the tension that lays between improvisation and form. Her arms stroll either energetically, either delicate, but always rigorous by the set-up of different objects that compose her instrument making it look like the two wooden profiles establish with her a symbiotic relationship. Just an Illusion, but one that convinces us that we are before someone who as spent endless hours developing it.

The relationship that Marlene Ribeiro develops with the instruments that surround her mirrors the perception she holds about the creative process in which creator and creation live from each others permanent reflex. Her approach is of an almost meditative simplicity and is common to see her, during one of the explosive concerts of the band GNOD, with eyes shut strumming the bass as only between the two of them the world was processed. In her solo project, she incarnates Negra Branca where she explores soft sonorities, composed in improvised murmurs after turning on the Rec button. Telling meekly what the soul has to release, she lets her fingers float by the instruments that lay around her, evoking to the composition their sounds, in an image that recalls a spiritual ritual.
hysteria - valentina magaletti
VALENTINA MAGALETTI
Valentina Magaletti é baterista e percussionista de origem italiana residente em Londres. Com uma carreira sem descanso desde 2002, Valentina conta com participações e colaborações com nomes como Bat for Lashes, Gruff Rhys dos Super Furry Animals, Fanfarlo, Oscillation e mais recentemente com Raime e ainda com membros de Wire, Sonic Youth, My Bloody Valentine and Coil. Actualmente faz parte dos Vanishing Twin, Tomaga e UUUU e lançou recentemente o album CZN (2018) com o percussionista João Pais Filipe.
Valentina Magaletti is a drummer and percussionist from Italy who lives in London. With a restless career since 2002, Valentina counts on collaborations with names like Bat for Lashes, Gruff Rhys from Super Furry Animals, Fanfarlo, Oscillation, Raime and with members of Wire, Sonic Youth, My Bloody Valentine and Coil. Currently she is part of Vanishing Twin, Tomaga and UUUU and has recently released the album CZN (2018) with drummer and percussionist João Pais Filipe.
Hysteria - Marlene ribeiro
MARLENE RIBEIRO
Natural do Cartaxo mudou-se recentemente para a Irlanda depois de cerca de 17 anos em Inglaterra, mais concretamente em Salford, Manchester. É baixista da aclamada banda de krautrock inglesa GNOD (2006), juntamente com Paddy Shine, Chris Haslam e Alex Macarte e multi-instrumentista no projecto a solo Negra Branca. É membro activo do colectivo que dinamiza o espaço Islington Mill em Salford, dedicado ao pensamento subversivo e à criação em comunidade.
Born in Cartaxo Marlene moved recently to Irland after almost 17 years in England, more specifically in Salford, Manchester. She is a bassist for the acclaimed English krautrock band GNOD (2006), along with Paddy Shine, Chris Haslam and Alex Macarte and multi-instrumentalist in her solo project Negra Branca. She is an active member of the collective that dynamizes the Islington Mill space in Salford, dedicated to subversive thinking and community creation.
NATALIE SHARP + MARTA VUDUVUM
28 – 31.07.2019
ACE TEATRO DO BOLHÃO
O terceiro tempo de contacto explora o corpo de trabalho de duas artistas que se encontram pela manipulação da dimensão ‘ao vivo’ e pela construção do espaço onde as coisas acontecem para a quais intuição e afinação à circunstância gerada são fundamentais.

Natalie Sharp e Marta Vuduvum aproximam-se pela invenção de universos imagéticos próprios associados ao conteúdo sonoro e da sua transposição nas personagens a que dão vida. Expandido o formato do concerto para os limites da performance, convocam elementos de outras práticas artísticas para sublinharem intenções conceptuais e estimularem o ambiente físico em que se confrontam com o seu público.

A composição das diferentes camadas de Lone Taxidermist, o universo artístico de Sharp, cruza-se em figurinos irónico- cómicos, revelando uma grande capacidade de rir-se de si mesma apenas para se permitir chegar mais perto à essência de quem é. Esta confiança é contagiante e quase palpável quando a vemos em palco, ou por cima das nossas cabeças envolta em plástico. Em «Trifle» (2017) os temas irreverentes e extravagantes encontram no âmago das suas experiências sexuais, emocionais e circunstanciais o impulso criativo para a invenção de estratégias performativas que envolvem o público numa dança com úteros, ovários e vaginas vibrantes.

Marta Vuduvum compõe peças visuais e sonoras cuja paixão reside no absurdo, no estado selvagem e primitivo da linguagem, do pré-verbal ao palíndromo e outros jogos de palavra rebuscados. Toda a investigação desse trabalho reflecte sobre a relação dos contrários, que podem ser complementares ou repelentes na sua combinação. No canto/ voz, na performance, no circuit-bending ou como DJ experimenta o ruído e o silêncio numa deriva orientada pelo desconhecido.
The third contact time explores the body of work of two artists that meet by the manipulation of the “live” dimension and by the conscious construction of the space where things happen in which intuition and tuning to the circumstance generated are fundamental.

Natalie Sharp and Marta Vuduvum relate by the invention of their own imagery universes associated to the sound and its transposition into the characters they bring to life. Expanding the format of the concert to the limits of the performance, they summon elements of other artistic practices to underline their conceptual intentions and stimulate the physical environment in which they gather with their audience.

The composition of the different layers of the Lone Taxidermist, Sharp’s artistic universe, intersects these ironic-comic costumes, revealing a great ability to laugh about herself just to get closer to the essence of who she is. This confidence is contagious and almost palpable when we see her on stage or over our heads wrapped in plastic. «Trifle» (2017) is full of irreverent and extravagant songs that find their creative impulse at the heart of her sexual, emocional and circunstancial experiences thus leading to the invention of performative strategies that envolves the crowd in a dance with vibrant uterus, ovaries and vaginas.

Marta Vuduvum composes visual and sound pieces whose passion lies in the absurd, in the savage and primitive state of language, from the pre-verbal to the palindrome and other far-fetched word games. The whole investigation of this work reflects on the relation of opposites, which may be complementary or repellent in their combination. In singing/ voice, performance, circuit-bending or as a Dj she experimentes with noise and silence in a drift driven by the unknown.
hysteria - natalie sharp
NATALIE SHARP
Nascida na Cumbria e residente em Londres, Natalie Sharp é a força criativa de Lone Taxidermist (2012), o projecto de art-pop onde juntamente com Philip Winter e Will Kwerk desvenda a beleza que habita nos espaços mais escuros da nossa mente. À procura de dimensões novas e surrealistas da expressão, esconde-se algures entre Diamanda Galás, a tortuosa Victoria Wood, o espírito e o conceptualismo de Leigh Bowery e os ensinamentos ácidos de John Cooper Clarke. Colabora frequentemente com artistas como Jenny Hval ou Gazelle Twin e está actualmente a desenvolver o seu novo projecto Body Vice.
Born in Cumbria and living in London, Natalie Sharp is the creative force of Lone Taxidermist (2012), the art-pop project where along with Philip Winter and Will Kwerk she unveils the beauty that lives in the darkest spaces of our mind. In search of new and surrealistic dimensions of expression, she hides somewhere between Diamanda Galas, the tortuous Victoria Wood, the spirit and conceptualism of Leigh Bowery and the acid teachings of John Cooper Clarke. She collaborates frequently with artists like Jenny Hval or Gazelle Twin and is now developing her new work Body Vice.
Hysteria - Marlene ribeiro
MARTA VUDUVUM
Membro do colectivo Von Calhau! (Porto 2006), prática exploratória em torno do som da performance e das artes plásticas e gráficas, editou discos vários discos como Ú (Kraak, 2016), "A Côrte d'Urubu" (2014) or "Magneto Luminoso Condutor Sombra" (2013). Em 2018 inauguram a exposição Phantom Blot Back to Attack” na galeria Kunstraum em Londres, apresentam a performance “O Praner de Urizar” na Fundação de Serralves e “K7 Batcabelo” no Porta. No mesmo ano, participa no colectivo Mink com Kaffe Matthews, Diana Combo e Inês Castanheira no âmbito do festival de música exploratória COLEXPLA no Porto.
Member of the collective Von Calhau! (Porto,2006), exploratory practice around sound, performance, plastic and graphic arts with whom she has edited several albums such as "Ú" (2016), "A Côrte d'Urubu" (2014) or "Magneto Luminoso Condutor Sombra" (2013). In 2018 the collective opened the "Phantom Blot Back to Attack" exhibition at the Kunstraum Gallery in London, present the performance “O Praner de Urizar” at the Serralves Foundation and “K7 Batcabelo” at Porta. In the same year, she participates in the collective Mink with Kaffe Matthews, Diana Combo and Inês Castanheira for the exploratory music festival COLEXPLA in Porto.
ADRIANA SÁ + ANNA HOMLER
3 – 6.10.2019
SONOSCOPIA
No quarto tempo de contacto aproximamo-nos da electrónica para estudar relações emotivas entre homem e máquina com o objectivo de compreender como se como se moldam ambientes sonoros electrónicos no qual se projectam sensações e emoções humanas.

A partir da visão holístca com que Adriana Sá interpreta estes instrumentos, sendo muitas vezes o próprio corpo no espaço o gerador das frequências que modelam as composições, podemos reflectimos sobre o posicionamento humano perante a máquina e de aquilo que, enquanto seres quentes e emotivos, conseguimos através dela comunicar.

O instrumento é entendido não só por cada componente mas também pelo espaço que o som percorre entre circuitos e pela possibilidade do corpo do ouvinte interferir nestes fenómenos, estruturado em peças como «Thresholds»(2007). Em projectos recentes como «String Practices» (2018) explora a ideia de um instrumento audio-visual articulado por um software 3D que processa som e imagem com base na detecção de frequência e amplitude de um zither.

Com uma sensibilidade que é tanto ancestral e pós-moderna Anna Homler interessa-se por linguagens melódicas improvisadas e evocações de esferas da realidade longínquas, distantes no tempo e no espaço. O seu trabalho explora formas alternativas de comunicação e a poética das coisas comuns. Em performances como «PHARMACIA POETICA» examina as qualidades tonais das palavras e dos objectos e em «Hear Breadwoman & Other Tales» a evocação lírica ganha contornos celestiais sublinhados pela excursão fluída e sintética que Steven Warwick encontra em diferentes objectos. Para o último tempo de contacto, Homler propõem interpretar o que nos dizem objectos comuns que ganham vida com corrente eléctrica para desemprenharem as suas funções programadas.
Regarding concrete musical genres we are approaching electronic to study emotional relations between man and machine with the goal to understand how electronic sound environments are shaped, in which human sensations and emotions are projected.

From the holistic vision with which Adriana Sá interprets these instruments, being often the body itself in space the generator of frequencies that models the compositions, we can reflect on the human positioning before the machine and of what, as warm and emotional beings, we get to communicate through it.

The instrument is understood not only by each component but also by the space in which the sound travels between circuits and by the possibility of the body of the listener interfering in these phenomenas, structured in pieces like "Thresholds" (2007). In recent projects such as String Practices (2018), she explores the idea of an audio-visual instrument articulated by 3D software that processes sound and image based on the detection of frequency and amplitude of a zither.

With a sensibility that is both ancient and post-modern, Anna Homler sings in an improvised melodic language and evocations of far way spheres of reality distant in time and space. Her work explores alternative forms of communication and the poetic of common things. In performances such as «PHARMACIA POETICA» she examines the tonal qualities of words and objects and in «Hear Breadwoman & Other Tales» the lyrical evocation gains heavenly contours underscored by Steven Warwick's fluid and synthetic excursion in different objects. For the last contact time, Homler intends to interpret what the objects of day to day life that come alive with an electric current to fulfil their programmed functions tell us.
hysteria - adriana sá
ADRIANA SÁ
Artista transdisciplinar, performer e compositora desenvolveu ao longo de duas décadas investigações artísticas específicas em que utiliza o formato da instalação performativa para ligar som, luz, espaço, movimento, arquitectura e contexto social. O seu trabalho tem vindo a ser apresentado a nível nacional em instituições como a Fundação Serralves e Fundação Calouste Gulbenkian e internacionalmente no PS1/ MoMa em Nova Iorque, na Caixa Forum em Madrid e no Aomori Contemporary Art Center no Japão mas também em festivais como o Ultrasound (UK) e Atlantic Waves (UK).
Transdisciplinary artist, performer and composer she has developed specific artistic investigations over two decades using the performance installation format to connect sound, light, space, movement, architecture and social context. Her work has been presented nationally in institutions such as the Serralves Foundation and the Calouste Gulbenkian Foundation, and internationally on PS1 / MoMa in New York, Caixa Forum in Madrid and Aomori Contemporary Art Center in Japan, as well as in festivals like the Ultrasound (UK) and Atlantic Waves (UK).
Hysteria - anna holmer
ANNA HOLMER
Vocalista, artista visual e performer baseada em Los Angeles, cria intervenções perceptivas com recurso à linguagem enquanto música e aos objectos enquanto instrumentos. O seu trabalho e performances foram já exibidos em instituições como P.S. 122 e o Los Angeles Contemporary Exhibitions em em festivais como o Dissidentent Festival em Rotterdam, CTM em Berlin ou o Tegentonen Festival no Paradiso in Amsterdam. O seu trabalho «PHARMACIA POETICA » tem vindo a ser apresentado em diferentes partes dos EUA e Europa desde 1987. Desde 1992, Homler lançou vários discos e colaborou com artistas e compositores como Steve Roden, Steve Beresford, Peter Kowald e Pavel Fajt.
Vocal, visual and performance artist based in Los Angeles who creates perceptual interventions by using language as music and objects as instruments. She has performed and exhibited her work in venues around the world. such as P.S. 122 and the Los Angeles Contemporary Exhibitions and in festivals such as Dissidentent Festival in Rotterdam, CTM in Berlin or the Tegentonen Festival at the Paradiso in Amsterdam. Her work PHARMACIA POETICA has traveled around the USA and Europe since 1987. Since 1992, Homler has released several albums and collaborated with composers such as Geert Waegeman and Pavel Fajt.